PT
Fale connosco

Tokenização de propriedade intelectual e royalties

A tokenização de royalties permite aos investidores comprar uma parte do rendimento gerado pela propriedade intelectual (PI) — através de streaming, radiodifusão, licenciamento ou vendas — normalmente sem se tornarem titulares dos direitos subjacentes. O valor está nos dados: quem cobra, onde, sobre que base e depois de que deduções.

Por Coretos Research · Atualizado em setembro de 2026 · 7 min de leitura

[ O que se tokeniza ]

Fontes de rendimento que podem ser tokenizadas

Royalties musicaisRendimentos editoriais e fonográficos provenientes de streaming, rádio, execução pública, vendas e sincronização (utilização em cinema, televisão e publicidade).
Cinema e televisãoReceitas de distribuição, licenciamento e venda de catálogo, depois das comissões e dos custos dos distribuidores.
PatentesTaxas de licença e royalties correntes de tecnologia licenciada a fabricantes.
Licenças de software e tecnologiaCréditos de subscrições e licenças de produtos e plataformas de software.
MarcasTaxas de licenciamento e de franchising pagas pela utilização de uma marca.
Créditos de licençasPagamentos futuros contratados ao abrigo de contratos de licença assinados — uma exposição semelhante a crédito sobre o licenciado.
[ Como funciona ]

Dos direitos aos pagamentos

01
Verificar os direitosConfirmar quem é titular ou controla a PI, a sua cadeia de titularidade (a sequência documentada de transmissões), os registos e quaisquer cessões ou garantias existentes.
02
Definir a participação no rendimentoFixar que receitas são partilhadas, em que territórios, por quanto tempo e depois de que deduções e recuperação de adiantamentos.
03
Estruturar o veículoOs direitos ou uma participação no rendimento ficam numa sociedade-veículo (SPV, special purpose vehicle) ou são concedidos por contrato; os tokens representam a parte do investidor.
04
Integrar investidoresVerificações de conhecimento do cliente (KYC) e de prevenção do branqueamento de capitais (AML), classificação de investidores e elegibilidade por jurisdição.
05
Cobrar e reconciliarOs extratos das entidades de gestão coletiva, distribuidores, editoras discográficas ou licenciados são importados e confrontados com os pagamentos efetivamente recebidos.
06
Distribuir e reportarO rendimento líquido é pago aos titulares em cada período, com reporte por fonte e por território.
[ Dados e regras ]

O que a plataforma tem de gerir

No Coretos Ledger, estes elementos são campos, regras e fluxos de trabalho num esquema versionado para esta classe de ativos:

Direitos e cadeia de titularidadeTitular, tipo de direito, registos, cessões e ónus.
Território e prazoPaíses abrangidos, datas de início e de fim, e direitos de reversão — quando os direitos regressam ao titular original.
Base de cálculo das royaltiesAquilo a que a percentagem se aplica — receitas brutas, receitas líquidas ou um valor por unidade — e as deduções permitidas.
Recuperação de adiantamentosAdiantamentos e custos que têm de ser recuperados antes de as royalties serem pagas.
CobrançaEntidades de gestão coletiva, distribuidores e licenciados, períodos dos extratos e atrasos nos pagamentos.
DesempenhoRendimento por fonte, território e período, auditorias de royalties e reclamações em disputa.
[ Desenho do token ]

Que token se adequa

A maioria dos tokens de royalties confere uma participação contratual ou titularizada no rendimento, e não a titularidade dos direitos de autor, da patente ou da marca. Quando os investidores esperam um retorno financeiro, o token é normalmente um valor mobiliário — um título de participação (participation note) ou uma participação numa SPV — emitido como token permissionado que só investidores verificados e elegíveis podem deter. O rendimento é irregular e pode diminuir à medida que um catálogo envelhece ou uma patente se aproxima do fim, pelo que os titulares devem ver os extratos históricos, o prazo remanescente e a posição de recuperação dos adiantamentos, e não apenas uma rentabilidade de referência.

  • Token de participação no rendimento ou título de dívida, não a própria PI
  • Uma classe de tokens por catálogo, carteira ou licença
  • Pagamentos calculados a partir dos extratos de royalties importados
  • Prazo remanescente e datas de expiração visíveis para os titulares
[ Regulação ]

Regras a prever

União EuropeiaOs tokens que conferem uma parte do rendimento de royalties são, normalmente, valores mobiliários ao abrigo da DMIF II (Diretiva relativa aos mercados de instrumentos financeiros, conhecida por MiFID II) e das regras sobre prospetos; se não forem instrumentos financeiros, podem ser criptoativos ao abrigo do MiCA (Regulamento relativo aos mercados de criptoativos). A classificação depende dos direitos conferidos e tem de ser confirmada caso a caso.
Estados UnidosAs participações em royalties vendidas a investidores com expectativa de lucro são, em geral, valores mobiliários. As ofertas recorrem a registo ou a isenções como a Regulation D, a Regulation A ou a Regulation Crowdfunding.
Direito da propriedade intelectualAs cessões e licenças seguem o direito nacional da PI, e algumas têm de ser inscritas nos registos de patentes ou de marcas para produzirem efeitos perante terceiros. Em muitos países europeus, os direitos morais do autor são intransmissíveis, pelo que os tokens conferem normalmente apenas direitos patrimoniais ou rendimento.

Informação geral, que não constitui aconselhamento jurídico. A Coretos planeia o enquadramento regulatório com assessores jurídicos licenciados.

Ler o guia jurídico e regulatório
[ A abordagem Coretos ]

Como o desenvolvemos

Configuramos os direitos, os territórios, a base de cálculo das royalties e a recuperação de adiantamentos no esquema de PI do Coretos Ledger, importamos os extratos das entidades de gestão coletiva, distribuidores e licenciados, e reconciliamo-los com os montantes recebidos antes de qualquer pagamento. Os titulares veem o rendimento por fonte e por período, e cada ajustamento — um extrato atrasado, uma reclamação de auditoria, uma data de reversão — fica inscrito no rasto de auditoria.

  • Configurado sobre o núcleo do Coretos Ledger, não desenvolvido de raiz
  • Desenho pronto para servir de garantia: parâmetros de avaliação, resgate e risco definidos à partida
  • Tokens permissionados com smart contracts auditados de forma independente
  • Desenvolvido e operado na Amazon Web Services (AWS)
[ Perguntas ]

Tokenização de propriedade intelectual e royalties: perguntas frequentes

Os titulares de tokens de royalties são donos da canção ou da patente?

Normalmente, não. Detêm um direito a uma parte do rendimento, definido por contrato ou através de participações num veículo. Os direitos de autor, a patente ou a marca ficam, em regra, com o titular dos direitos ou com o veículo.

Quão previsível é o rendimento de royalties?

Varia. Catálogos consolidados podem ter historiais longos e estáveis, mas o rendimento depende dos hábitos de audição e de compra, dos contratos de licenciamento, das tarifas das plataformas e das condições jurídicas, e as patentes e alguns direitos caducam. Os extratos passados não são uma previsão.

Porque é que os pagamentos de royalties chegam com atraso?

O rendimento passa por vários cobradores — plataformas, distribuidores, entidades de gestão coletiva —, cada um com o seu período de extrato, pelo que os pagamentos podem chegar meses depois da utilização que os gerou. A plataforma acompanha cada fonte e reconcilia os extratos com os montantes recebidos.

O que é a recuperação de adiantamentos (recoupment)?

É a recuperação de adiantamentos ou custos antes de o titular dos direitos receber royalties. Um token tem de indicar se paga antes ou depois dessa recuperação, porque isso altera o momento em que o rendimento começa a fluir.

[ Relacionado ]

Continue a ler

Está a planear um programa de tokenização? Fale com a equipa que os desenvolve.

O armazenamento necessário memoriza as suas escolhas. Com a sua autorização, medimos visitas sem cookies analíticos. Não usamos cookies publicitários.